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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Coleta seletiva em Teresópolis recolhe cerca de 10 toneladas de material reciclável por mês

Catadores fazem a triagem do material que será revendido
Coleta seletiva recolhe cerca de 10 toneladas de material reciclável por mês-Atualmente 25 bairros são atendidos e o objeto é ampliar o programa para toda a área urbana e interior

Teresópolis, 21 de julho de 2014 – O programa municipal de Coleta Seletiva Solidária recolhe cerca de 10 toneladas de material reciclável por mês em Teresópolis. Atualmente, o serviço é realizado em 25 bairros e o objetivo é ampliar a área de cobertura para toda a zona urbana e também para o interior, que hoje é atendido com o recolhimento em escolas municipais. Além disso, a Prefeitura instalou 21 ecopontos, que são cabines de coleta, em pontos estratégicos do município para o recolhimento de recicláveis. A campanha de conscientização ambiental engloba a entrega de oléo, que é revendido para uma empresa que produz sabão.

“O programa começou a ser implantando em 2010 e conseguimos ampliar a coleta de 12 para 25 bairros. Existe a possib​i​lidade de aumentarmos esse número com a chegada do caminhão baú que deveremos receber do Inea até o final deste ano. Com esse caminhão, poderemos ainda fazer o porta a porta no interior do município”, pontuou o secretário de Meio Ambiente, André de Mello, lembrando que o bom resultado da coleta seletiva de Teresópolis em 2013 rendeu à cidade uma placa de participação no Programa Coleta Seletiva Solidária (PCSS) do estado do Rio de Janeiro, entregue pelo Instituto Estadual do Ambiente a 11 prefeituras fluminenses, em dezembro do ano passado.

Além do caminhão baú, Teresópolis também ganhou ponto junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que aprovou o projeto enviado pela Prefeitura que pleiteou a vinda de recursos para a construção de galpão e aquisição de equipamentos de reciclagem. No momento, o município aguarda a liberação da verba. “Todas as melhorias que conseguimos inserir no programa beneficiam não só os catadores, mas a cidade, porque quanto mais material for encaminhado para a reciclagem melhor para o meio ambiente. Sem citar que isso aumenta a longevidade do aterro sanitário, o que também é um ganho para o município”, explicou De Mello. 
Glauco Fisher Lopes: “É daqui que tiro o sustento dos meus quatro filhos” Secretário de Meio Ambiente, André de Mello, frisa a importância da coleta seletiva para a inclusão social e preservação ambiental
O secretário André de Mello frisou ainda o suporte que a Prefeitura oferece aos catadores que atuam no município. Além de todo o material de proteção individual, como luvas, máscaras e botas, eles são cadastrados no POT (Programa Operação Trabalho), recebendo um salário mínimo mensal, vale-transporte e cesta básica. Além desta renda fixa, todo o material recolhido é administrado pela Associação de Catadores Serrana, que faz a triagem, compactação e montagem dos fardos, em um galpão cujo aluguel é custeado pela Prefeitura, e revende para as empresas de reciclagem.

A renda obtida com a atividade beneficia 10 famílias, como a de Glauco Fisher Lopes. “Trabalho com reciclagem há muitos anos e participar da coleta seletiva foi bem melhor porque no aterro a gente corria risco de pegar doenças e aqui no galpão, nos sentimos mais seguros, em um local mais limpo. É daqui que tiro o sustento dos meus quatro filhos”, comentou o catador.

Coordenado pelo subsecretário de Meio Ambiente, Leandro Coutinho, o programa de coleta seletiva conta atualmente com três caminhões para o recolhimento em 25 bairros, na cidade e em escolas municipais do interior. O serviço também é feito em 15 grandes geradores, como supermercados e empresas.

O secretário André de Mello ressaltou a importância da separação correta dos materiais. “Fazemos um apelo para que os moradores estejam atentos à separação do lixo seco, como plástico, vidro e metal, do lixo molhado, ou orgânico, pois temos recebido o material bastante misturado. Hoje precisamos que o caminhão compactador da Prefeitura tenha que ir ao galpão para pegar esse rejeito para ser destinado ao aterro”.
Coleta seletiva em Teresópolis recolhe cerca de 10 toneladas de material reciclável por mês

Texto: Mara Lúcia
Fotos: Jeferson Hermida
Fonte:Assessoria de Comunicação de Teresópolis

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